'Não me prendo a nada que me defina. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser.' Clarice Lispector

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Interrogação



ATENÇÃO: Essa é uma história ficticia,

qualquer semelhança com fatos reais

é mera coincidência!!!


Educado, , interessante, simpático, com uma boa bagagem cultural.

A conversa flui e o primeiro encontro marcado em um lugar inusitado: uma igreja, não foi o último.

No segundo encontro ele a leva pra conhecer seu apartemento que está reformando.

Como um pavão que abre sua cauda, mostra seu apartamento duplex em uma cobertura.

Fala um pouco dos planos de decoração, pede opinião e começa a bombardea-la de perguntas: como você se vê daqui a dois anos? Pergunta sobre relacionamentos, sua visão, sua profissão planos a longo e curto prazo e blá, blá, blá... Parece realmente interessado na vida dela.

Então você, ela e todos pensam, o cara é pra casar não é mesmo?

Ele a olha com um olhar de promessas fáceis e depois sorri.

E assim vão, terceiros, quartos encontros regados a muita conversa, mais muita conversa mesmo. Durante a semana, final de semana, ela não sente a hora passar e as longas conversas entram madrugadas a dentro.

Apesar do aparente interesse sobre a vida dela que ele apresenta, o que quer que seja que eles tenham não passa de muita conversa.

Como ela não tem absolutamente nada a perder começa a dar indiretas. NADA.

Resolveu então ser um pouco mais direta e dizer através da escrita que tem segundas intenções com ele.

Cinema, teatro, suco, açai, aula de inglês, conversas, conversas e mais conversas, sobre tudo, sobre o nada.

E as teorias começam a surgir em sua cabeça: ele é gay? ele não está interessado?

Mas se não está interessado porque continuam se vendo? Se quer ser só amigo porque quando ela dá indireta ele não diz: ei você está confundindo as coisas, quero ser seu amigo!

Nesse mundo moderno em que as aparências enganam e nem tudo que parece é, fica impossível que várias dúvidas não surjam sobre quem é e o que realmente quer não só com ela, mas da vida em geral esse cara.

E aquele cara educado, interessante, simpático está se tornando um verdadeiro ponto de interrogação, daqueles bem grande e tudo que parecia interessante vai ficando chato.

Se não está interessado, diga, ela não serve para ser cozinhada em banho maria.

Se é gay diga: saia do armário, ela adora amigos gays.

Agora querido se está interessado H A JA!!!! Ninguém merece homens enrolados.

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Ps: essa história continua, ou não!!

6 comentários:

Bandys disse...

Fabi,

Eu não gosto muito que me levem em banho maria ou enrolação.
Vou voltar pra ver se essa história continua.

Um beijão

Autor disse...

SEI que é ficção.
hahahahhahahahhaha

Marina disse...

Fabi, eu já passei por isso e muitas mulheres passam ! Adorei sua crônica porque ela é universal. Vejo como algo muito mais simples do que imaginamos: quando eles querem, não perdem tempo ! Se fazem essas coisas para ganhar tempo, é porque existem incertezas (= outras opções interessantes) acontecendo naquele momento. Se não quer sofrer: tenha seu ego massageado, e ponto ! Sem alimentar nenhuma expectativa. E tenha também outras opções ! Beijos e seja feliz !

Maria Janice Vianna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Yane Manuela disse...

Gostei tanto desse texto, e de todos os outros. você deveria continuar a historia!
Parabéns!

Yane Manuela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.