Costumo dizer que não tenho coração!
Já tive um, louco, que me deixava sempre nas situações mais indescritivéis.
Sabe aquela frase de que o coração tem razões que a própria razão desconhece?
Por não entender todas essas razões o declarei incapaz, incapaz de amar!
Não, não sou um mostro insensível, sou capaz de amar, mais agora todo esse amor está focalizado em um único tipo: amor próprio!
O único problema é que posso permitir não amar, mais não consegui impedir as paixões. Ah as paixões, milhões de suspiros. É uma nova a cada semana, desde as correspondidas, as platônicas, as proibidas....
Fico admirada com a minha capacidade de afetos temporários.
Fico empolgada, sorrindo a toa...
Dói mesmo, eu me apaixono mesmo, sou intensa mesmo, eu me ferro mesmo, às vezes eu ferro as pessoas mesmo.
Tudo é bom, tudo é vazio, tudo é bom de novo.
Viver é um absurdo e não dá pra passar por isso tão ileso...